Cobra "entalada" em sarjeta "desencarcerada" pelos bombeiros da Lousã
Os Bombeiros Municipais da Lousã foram chamados para uma ocorrência “inusitada”, na tarde de segunda-feira, após uma cobra ficar entalada na grelha de sarjeta de uma instituição.
Numa nota, publicada nas redes sociais esta terça-feira, a corporação da Lousã, no distrito de Coimbra, contou que o réptil, com cerca de 1,5 metros, teve mesmo de ser desencarcerado e foi posteriormente devolvido ao seu habitat natural.
“Desengane-se quem ache que uma operação de desencarceramento se resume a vítimas presas dentro de viaturas acidentadas. De vez em quando, também somos chamados para outros tipos de salvamentos, mais inusitados, mas que também requerem a nossa ação”, lê-se na nota.
“Durante a tarde de ontem, fomos chamados para uma situação de um animal entalado numa grelha de sarjeta de uma instituição. Uma cobra, com cerca de 1.5 metros, teve mesmo que ser ‘desencarcerada’, tendo sido posteriormente devolvida ao seu habitat natural”, acrescenta.
Sublinhe-se que, segundo explicou anteriormente o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ao Notícias ao Minuto, “sempre existiram répteis nos meios urbanos, uma vez que há um fluxo contínuo de espécies entre os meios periurbanos, mais ou menos naturalizados, e os meios urbanos”.
Além disso, adiantou, “a naturalização dos meios urbanos, principalmente através do fomento de espaços verdes, é propícia a este fluxo, que não se limita a répteis, mas engloba espécies de vários grupos”.
No caso das cobras, “pode haver situações climatéricas mais ou menos favoráveis à sua reprodução, o que pode criar a ilusão de aumento do número de animais”.
“Estes fenómenos são cíclicos, condicionados pelas condições climáticas, uma vez que estes animais não conseguem regular a temperatura corporal, sendo influenciados pela temperatura ambiente”, disse o ICNF ao Notícias ao Minuto.
O Notícias ao Minuto falou com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) sobre o aparecimento de cobras em meio urbano. Saiba o que está em causa e o que deve fazer caso se depare com um destes animais.
Márcia Guímaro Rodrigues | 16:50 – 28/07/2025



Publicar comentário