Partidos recebem Aliança Extremadura e Beira Baixa na AR na quinta-feira
Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a ATE explicou que a sua comitiva, composta por presidentes de câmaras municipais, associações empresariais e movimentos sociais, irá reunir-se, na quinta-feira, com os grupos parlamentares do Chega, do PS e do PSD, para “exigir o compromisso político dos partidos para o arranque definitivo das obras nos 72 quilómetros que ainda faltam construir para ligar as duas capitais ibéricas”.
No dia 11 de junho a plataforma será recebida pelo PCP, não estando ainda agendadas as datas dos encontros com os restantes partidos com assento parlamentar.
A ATE reclama à Junta da Extremadura (Espanha) o início das obras dos 20 quilómetros entre Moraleja e Monfortinho (concelho de Idanha-a-Nova) no final deste ano e, ao Governo de Portugal, o arranque dos 33 quilómetros da primeira fase do IC31 (entre Alcains/A23 e o cruzamento com a EN353/EN557) no início do segundo semestre de 2027.
Pretende ainda que a próxima Cimeira Ibérica sirva para assinar o convénio de construção da nova ponte internacional sobre o rio Erges, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.
No final da ronda de audiências de quinta-feira, pelas 15:30, o porta-voz da ATE Francisco Martín e o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, vão prestar declarações aos jornalistas na Praça da Constituição de 1976.
Estas audiências na Assembleia da República acontecem depois da ATE já ter sido recebida pelos diferentes grupos parlamentares no Parlamento da Junta da Extremadura, em Mérida (Espanha).
A plataforma defende, para já, a conclusão dos cerca de 72 quilómetros (de um total de 600 quilómetros) de ligação por autoestrada entre Lisboa e Madrid, isto é, a construção do IC31, ligação entre a A23 e a fronteira das Termas de Monfortinho.
Para os promotores, este é um projeto estratégico fulcral para travar o galopante despovoamento da fronteira, funcionando como um corredor turístico e logístico vital para fixar empresas e criar emprego.
A urgência da infraestrutura motivou já uma manifestação, no dia 20, em Monfortinho, que reuniu cerca de mil cidadãos de ambos os países ibéricos.
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