Rússia ameaça nova escalada na Ucrânia e avisa diplomatas estrangeiros para saírem de Kiev

Rússia ameaça nova escalada na Ucrânia e avisa diplomatas estrangeiros para saírem de Kiev

Rússia ameaça nova escalada na Ucrânia e avisa diplomatas estrangeiros para saírem de Kiev

Depois de prometer iniciar uma campanha de ataques “sistemáticos” contra a Ucrânia, a Rússia bombardeou o país vizinho durante a madrugada desta terça-feira, causando pelo menos seis mortos e mais de cem feridos.Na véspera, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, tinha anunciado a intenção de iniciar uma campanha de ataques aéreos em larga escala como retaliação contra um ataque ucraniano na semana passada que atingiu uma escola na província de Lugansk, ocupada pela Rússia.Numa conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, Lavrov afirmou que o bombardeamento, que matou pelo menos 21 pessoas ao atingir o dormitório da Escola Vocacional de Starobilsk, “passou das marcas” e acusou Kiev de violar o direito internacional.


“Sob estas circunstâncias, as Forças Armadas da Federação Russa vão iniciar uma sequência de ataques sistemáticos contra as instalações do complexo militar-industrial em Kiev”, afirmou o ministro, sublinhando que também serão visados “centros de tomada de decisão e postos de comando”.O Kremlin aconselhou ainda a saída de todos os cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático da capital ucraniana, antecipando ataques fortes ao longo dos próximos dias.A Ucrânia condenou as ameaças russas, dizendo que “não são nada menos que uma chantagem desavergonhada” e apelou aos seus aliados que aumente a pressão sobre Moscovo. Para as autoridades ucranianas, o Kremlin está “efectivamente a admitir que os seus ataques se destinam, entre outras coisas, a intimidar o corpo diplomático internacional”.Vários diplomatas e embaixadas europeus divulgaram mensagens de apoio à Ucrânia e prometeram não abandonar Kiev.Após a conversa com Lavrov, Rubio lamentou a continuidade da guerra, recordando que já dura há mais tempo que a II Guerra Mundial, e disse que é preciso pôr fim ao conflito. “O perigo de todas estas guerras é que à medida que vão continuando têm sempre a ameaça de escalada, de aumentar para algo novo”, afirmou Rubio.Depois de vários meses de tentativas de mediação por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump, Washington pôs o conflito entre a Rússia e a Ucrânia em segundo plano. Desde o final do ano passado que o processo negocial está parado e não há qualquer perspectiva de que venha a ser retomado em breve, adivinhando-se a continuação de uma invasão que dura há mais de quatro anos.Não é claro se os bombardeamentos desta madrugada já integram a prometida campanha de retaliação, uma vez que seguiram o padrão dos ataques dos últimos dias. A Rússia lançou dois mísseis balísticos Iskander-M e 122 drones contra várias províncias ucranianas. A Força Aérea ucraniana disse que foram interceptados 111 drones.No domingo, a Rússia já tinha levado a cabo um ataque de grande dimensão, com o lançamento de 90 mísseis, incluindo um míssil supersónico Oreshnik e cerca de 600 drones, causando três mortos e deixando mais de 90 feridos.Desde que terminou um cessar-fogo temporário que coincidiu com o Dia da Vitória, a 9 de Maio, que a Rússia e a Ucrânia têm realizado ataques aéreos de grande dimensão. Num ataque russo logo a seguir às tréguas que atingiu um bloco de apartamentos foram mortas 24 pessoas na Ucrânia. Em resposta, Kiev lançou um grande ataque com drones na região de Moscovo, no qual foram mortas três pessoas.

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