Presidente da câmara de Cracóvia perde cargo na sequência de referendo

Presidente da câmara de Cracóvia perde cargo na sequência de referendo

Presidente da câmara de Cracóvia perde cargo na sequência de referendo


Aleksander Miszalski, que estava à frente da autarquia da segunda maior cidade da Polónia há dois anos, tornou-se o primeiro caso na história da democracia polaca em que um presidente da câmara de uma grande cidade perde o cargo na sequência de um referendo convocado pela oposição.

Miszalski, uma figura proeminente do partido do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, foi derrotado pela quase totalidade dos votos, tendo já aceitado a derrota.
O autarca terá agora de convocar, num prazo máximo de 90 dias, eleições antecipadas na segunda maior cidade do país, que conta com cerca de 850 mil habitantes.
O Governo já tentou minimizar os efeitos da derrota, com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Teofil Bartoszewski, a descrever o sucedido como uma “questão puramente local”, mas o candidato a primeiro-ministro pelo principal partido da oposição (Lei e Justiça (PiS), Przemyslaw Czarnek, sublinhou que o caso constitui uma “derrota pessoal” para o “Tusk de Cracóvia”.
As eleições legislativas na Polónia estão previstas para 2027.
Para convocar este referendo, os organizadores tiveram de cumprir vários requisitos, como recolher assinaturas de 10% dos eleitores registados.
O resultado só foi válido porque ultrapassou a taxa de participação de 27% que torna o referendo vinculativo, chegando aos 33,4%.
Devido a estes requisitos, as convocatórias de referendos como este fracassam frequentemente na Polónia.
Entre 2018 e 2024, apenas 11 das 78 tentativas foram bem-sucedidas, e todas aconteceram em cidades com menos de 5.000 habitantes.
Miszalski, um ex-deputado de 43 anos do Plataforma Cívica, o partido centrista liderado por Tusk, tem sido criticado por medidas como o planeamento da construção de um metropolitano apesar da crescente dívida municipal, o alargamento das restrições de trânsito e de estacionamento a veículos particulares e o incentivo à instalação de bares e restaurantes em parques públicos.
Agora, Tusk terá de nomear um responsável interino para gerir a câmara municipal, que ficará encarregado de realizar uma auditoria e congelar os orçamentos destinados a programas que ainda não foram implementados.
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