Ezequiel mostra a sua <i>Portugalidade</i> como parcela do <i>Reflexo</i> do mundo que o rodeia
Foi em 2019 que Ezequiel, músico nascido em Fafe, lançou o seu primeiro disco a solo, um EP inteiramente escrito, gravado e produzido por ele a que deu o título de Homem: oriente. Para trás, ficava uma experiência com os Quarto C, com os quais editou o EP Casa (2014). A esse trabalho, seguiu-se um prolongado silêncio, agora quebrado com Reflexo, um álbum nascido dessa paragem; e, segundo o texto que acompanha o lançamento, de um período de “observação e redefinição pessoal”. Nas nove faixas do álbum, a experiência pessoal de Ezequiel “cruza-se com uma observação atenta do mundo que o rodeia, propondo um retrato honesto de quem atravessa mudanças e procura compreender o seu lugar no tempo em que vive”.
Escrito e composto por Ezequiel, com participações de Pedro Oliveira (bateria) e Lisarte Barbosa (braguesa), o álbum teve produção e mistura de Rolando Ferreira. Dele foi estreado, em finais de Outubro de 2025, um primeiro tema, Ciclo, estreando-se agora, também em single com videoclipe, Portugalidade, apresentado como tendo nascido da observação do seu autor “sobre o país e o seu povo, da resistência que atravessa gerações, mas também das fragilidades e tensões que marcam o nosso dia a dia”. O videoclipe é também da autoria do músico. “Nunca me senti um cantor de intervenção, nem sinto que tenha mérito para ocupar esse lugar”, afirma. “A Portugalidade nasce mais como um desabafo sobre realidades que me incomodam enquanto pessoa que cá vive, mas sempre a partir de um lugar de amor e admiração, não de crítica vã.”
Ezequiel, no texto do lançamento, valoriza deste modo Reflexo, o seu álbum de estreia: “Este disco é um marco importante não só na minha carreira, mas também na minha vida. Durante muito tempo fiquei preso num ciclo de busca por uma perfeição que sabia que nunca iria encontrar. Acaba por servir de compasso interno nesse sentido, um desbloqueio criativo que revela um pedaço de mim de uma forma que nunca tinha conseguido fazer.”



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