Irão executou homem detido durante os protestos de janeiro
De acordo com o Supremo Tribunal de Teerão, o cidadão iraniano executado foi identificado como Abbas Akbari.
A agência de notícias Mizan, ligada ao poder judicial iraniano, indicou que Akbari foi condenado por acusações de “inimizade contra Deus”, destruição deliberada de propriedade pública e perturbação da ordem pública e da segurança nacional.
Segundo a versão do regime de Teerão, o acusado era um dos líderes armados durante os protestos que ocorreram nos dias 07 e 08 de janeiro na cidade de Nain, que as autoridades iranianas disseram ter sido orquestrados pelos Estados Unidos e Israel.
No Irão, desde o início dos ataques norte-americanos e israelitas de 28 de fevereiro, verificou-se uma série de condenações à morte de alegados manifestantes, acusados de colaboração com forças estrangeiras.
Com a execução de Akbari, o Irão já enforcou 13 pessoas condenadas por participarem nos protestos de janeiro, que exigiriam o fim da República Islâmica.
Nos protestos morreram 3.117 pessoas, segundo a contagem oficial, embora as organizações de defesa dos direitos humanos estimem que o número real ultrapassou as sete mil mortes.
Na noite de domingo, as autoridades iranianas anunciaram também as condenações à morte de quatro arguidos no caso da morte de um membro da milícia Basij no bairro de Ekbatan, Teerão, durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte sob custódia policial de Mahsa Amini, uma jovem detida por não usar o véu islâmico.
O Irão é um dos países com maior número de execuções no mundo.
Em 2025, as autoridades de Teerão enforcaram 2.159 pessoas, mais do dobro do número registado em 2024, segundo a Amnistia Internacional.
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