Rússia terá bloqueado sinal de avião de ministro da Defesa britânico

Rússia terá bloqueado sinal de avião de ministro da Defesa britânico

Rússia terá bloqueado sinal de avião de ministro da Defesa britânico


O avião da Força Aérea britânica, que transportava o ministro da Defesa, John Healey, sobrevoava perto da fronteira com a Rússia, quando sofreu uma interferência no sinal de GPS, esta semana.

Healey estava a regressar de uma visita à Estónia, na quinta-feira, onde tinha ido encontrar-se com as tropas britânicas destacadas no país, quando o “sinal de satélite do seu avião governamental foi interrompido”, segundo revela o The Times, que tinha um jornalista a bordo.
Os “telefones e computadores deixaram de conseguir conectar-se à internet” e os pilotos foram forçados a usar métodos alternativos “para determinar a localização” da aeronave – um Dassault Falcon 900LX – durante o voo de três horas. Este avião também é utilizado pelo rei Carlos III.
Segundo o mesmo jornal, a suspeita é de que terá sido a Rússia por trás do incidente, sendo o trajeto do avião visível em páginas de rastreamento de voos. Equipamentos de interferência de GPS costumam ser operados a partir de aeronaves russas, incluindo drones, mas geralmente são instalados em veículos terrestres.
Healey estava a viajar com conselheiros políticos e militares, bem como um tenente-general, dois fotógrafos e o jornalista. Os passageiros foram assegurados de que o avião ainda podia seguir em segurança e a interferência terá sido apenas no início da viagem, quando o voo passava perto de território russo.
No entanto, explicam, o sinal de satélite não pode ser restaurado sem reiniciar o jato, o que era impossível durante o voo. Um dos pilotos da força aérea britânica disse tratar-se de uma situação rara que “há muito tempo” que não experienciava.
O Ministério da Defesa não comentou a situação, mas  uma fonte da Defesa britânica descreveu a situação à Sky News como uma “interferência imprudente da Rússia”.
Esta não é a primeira situação do género. Em 2024, o avião que transportava o então ministro da mesma pasta, Grant Shapps, durante cerca de 30 minutos ao sobrevoar o enclave russo de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia.
Também em setembro de 2025, o sinal de GPS do avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também terá sofrido interferências.
Recorde-se que, no domingo, a Rússia voltou a atacar a Ucrânia. Desta feita, com recurso a um míssil hipersónico Oreshnik. A Força Aérea Ucraniana relatou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento que teve como principal alvo a capital, Kyiv.
Segundo o mais recente balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de cem feridos.
Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.
Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos, que disse terem tido apenas como alvos instalações militares, como uma retaliação ao “ataque mortal” de Kyiv na quinta-feira contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que causou pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos.
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