Ex-líder de extrema-direita quer "milhões" de fundo de Trump

Ex-líder de extrema-direita quer "milhões" de fundo de Trump

Ex-líder de extrema-direita quer "milhões" de fundo de Trump


O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na segunda-feira passada a criação de um fundo de 1.776 milhões de dólares (1.500 milhões de euros) para compensar aliados de Trump que foram investigados ou processados durante o Governo do seu antecessor.

Tarrio, que foi condenado a 22 anos de prisão por conspiração no assalto ao Capitólio dos EUA em 06 de janeiro de 2021 e posteriormente indultado por Trump, disse em entrevista à estação de televisão CBS Miami que foi alvo do Governo do ex-Presidente, Joe Biden (2021-2025), pelo que preenchia os requisitos do fundo.
O dirigente de extrema-direita, que recuperou a liberdade graças ao perdão presidencial, afirmou que desde que o fundo foi anunciado tem recebido uma “avalanche” de chamadas de outras pessoas condenadas por atividades relacionadas com os acontecimentos de 06 de janeiro, perguntando-lhe como funciona o processo de pedidos.
O presidente da secção dos Proud Boys no sul da Florida, declarou à estação televisiva que, se procurasse algum tipo de restituição pelo que ele e a sua família viveram, esse “valor poderia ascender a dezenas de milhões”.
Tarrio acrescentou ainda não saber como será distribuído o dinheiro, e descreveu os cerca de 1.800 milhões de dólares como potencialmente insuficientes.
O fundo anunciado gerou controvérsia e rejeição tanto de democratas como de republicanos.
A investigação sobre os distúrbios no Capitólio foi a maior da história do Departamento de Justiça. Trump encerrou-a de uma assentada, anulando centenas de condenações de janeiro.
Quase 1.600 pessoas foram acusadas de crimes federais relacionados com os tumultos no Capitólio. Mais de 1.200 foram condenadas e sentenciadas antes de Trump conceder indultos em massa, comutar penas de prisão e ordenar o arquivamento de todos os processos criminais pendentes referentes ao dia 6 de janeiro.
Entre os beneficiários do amplo ato de clemência de Trump estavam apoiantes que agrediram polícias no Capitólio.
Dois agentes da polícia atacados durante o assalto ao Capitólio apresentaram uma ação judicial, considerando o fundo um “ato de corrupção presidencial”.
Tarrio disse compreender o argumento dos queixosos, mas advertiu que o fundo “não significa que estamos a compensar estas pessoas simplesmente por terem agredido polícias, mas sim pelo sistema em que se viram envolvidos”.
Uma coligação de críticos do Presidente norte-americano avançou sexta-feira com uma ação judicial para impedir a utilização do novo fundo.
Os advogados dos queixosos, do grupo de defesa jurídica Democracy Forward, procuram uma ordem judicial para suspender a implementação do fundo e impedir a administração Trump de fazer quaisquer pagamentos.
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