SIRESP? Iniciativa Liberal quer "audição urgente" a MAI (e não só)
A Iniciativa Liberal (IL) revelou, este domingo, ter pedido uma “audição urgente” no Parlamento ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, do secretário-geral adjunto demissionário e do general Paulo Viegas Nunes, que regressou à presidência do SIRESP, para esclarecer alegações “extremamente graves” de António Pombeiro.
No requerimento, a que o Notícias ao Minuto teve acesso, a IL solicita à presidente da presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a deputada Paula Cardoso, uma “audição com carácter de urgência”.
De recordar que António Pombeiro, demitiu-se do cargo na sexta-feira, confirmou este domingo o Ministério à Lusa, acrescentando que este foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
A notícia foi avançada pela CNN, tendo este canal citado o email que António Pombeiro enviou a propósito do pedido da sua exoneração.
Segundo a estação de televisão, o agora demissionário secretário-geral adjunto do MAI mencionou “graves irregularidades” na gestão da rede pública do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) durante a presidência do general do Exército Paulo Viegas Nunes.
O pedido de demissão de António Pombeiro aconteceu na sexta-feira, no mesmo dia em que Paulo Viegas Nunes regressou à liderança do SIRESP, ainda que o MAI, na resposta enviada hoje à Lusa, tenha referido que o primeiro pedido de demissão tenha acontecido antes da nomeação de Paulo Viegas Nunes.
“A Iniciativa Liberal considera as acusações que constam da carta em que o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna pede a sua exoneração de funções extremamente graves”, refere o deputado do partido Rui Rocha, numa declaração enviada à comunicação social.
E acrescentou: “Graves em dois sentidos. Por um lado, porque acusam diretamente o general Paulo Viegas Nunes, que já foi presidente da administração do SIRESP e foi agora renomeado para retomar essas funções pelo Governo, acusa-o de graves irregularidades, de práticas eticamente reprováveis e de conflitos de interesses.”
Na ótica do antigo presidente da IL, “só por isso já seria grave”. No entanto, “a acusação é feita também ao ministro da Administração Interna, dizendo que foi informado dessas circunstâncias, desses conflitos de interesses, dessas práticas eticamente reprováveis, e ainda assim decidiu continuar a nomeação do general Paulo Viegas Nunes, ou pelo menos permitiu que essa nomeação acontecesse”.
Assim, para Rui Rocha, estas acusações colocam em causa o próprio ministro Luís Neves “porque, obviamente, se tomou conhecimento dessas situações graves era impossível que pudesse permitir a nomeação do general Paulo Viegas Nunes”.
“A IL não está com isto a fazer nenhuma acusação nem ao ministro da Administração Interna, nem ao general Paulo Viegas Nunes, está sim a dizer, perante a alegação destes factos, que a Assembleia da República tem que tomar conhecimento destes factos e tem que pedir o esclarecimento das circunstâncias”, disse Rui Rocha.
O deputado complementou que o partido já entregou na Assembleia da República um requerimento para chamar à Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, “com caráter de urgência”, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o general Paulo Viegas Nunes, na qualidade de ex-presidente do Conselho de Administração do SIRESP e novamente eleito para o cargo, bem como o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro.
O general do Exército Paulo Viegas Nunes vai regressar à liderança da empresa que gere a rede SIRESP, anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI), avançando que foi hoje eleito na assembleia geral da sociedade.
Lusa | 18:27 – 22/05/2026



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