Adyta espera atingir um milhão de utilizadores a nível global até 2031

Adyta espera atingir um milhão de utilizadores a nível global até 2031

Adyta espera atingir um milhão de utilizadores a nível global até 2031


“Em cinco anos temos o objetivo de alcançar um milhão de utilizadores Adyta.Phone à escala global”, afirma Carlos Carvalho, ou seja, entre 2026 e 2031, além de que as outras áreas da Adyta vão estar a contribuir para a capacidade financeira da tecnológica.

Neste momento, “já passámos os 1.000 utilizadores da aplicação”, que é certificada pelo Gabinete Nacional de Segurança (GNS).
O objetivo é claro: “fazer crescer vendas da Adyta.Phone, mas também venda de serviços de cibersegurança”.
Além disso, a Adyta vai entrar, ainda este ano, “numa fase diferente da sua existência”, subindo “um degrau” da entrega do que faz e na presença no mercado.
“Estamos numa fase de transformação, até de reorganização em termos de sócios e é provável que venhamos a ter a entrada de capital para fazermos esta aceleração”, acrescenta.
Quanto à faturação, esta tem rondado acima de meio milhão de euros nos últimos anos, não avançando um valor para este ano.
O ‘core’ [negócio central] da startup portuense Adyta é o desenvolvimento da Adyta.Phone, que permite enviar mensagens, chamadas, conferências, envio de documentos entre dispositivos móveis, tudo de uma forma segura, que foi “muito acelerado pelas Forças Armadas”, diz.
“Começou pela Marinha, que desde 2019 testa a solução” e, “mais recentemente, Força Aérea e Exército”. Junto do EMGFA [Estado-Maior General das Forças Armadas] “tivemos também uma abordagem” para conhecer a solução, diz.
“A solução foi ao longo do tempo ganhando qualidade que está a ser reconhecida pelas nossas Forças Armadas”, ou seja, no mercado de Defesa.
Do lado do privado, os principais clientes são escritórios de advogados, e a aposta agora é “amplificar o nosso canal de vendas e apostar muito a partir deste ano em ‘sales’ and marketing”, salienta.
Na Adyta.Phone, “não guardamos, nem nunca vamos guardar dados, nem dos utilizadores, nem dados comunicados”, sendo o modelo de negócio uma licença, explica.
A startup não tem apenas a solução de comunicações seguras, mas foi assim que começou o seu caminho.
“Desde o início mantivemos a empresa 100% portuguesa e continuaremos assim”, sublinha, referindo que esta cresceu organicamente com o que foi faturando, nomeadamente com os serviços de cibersegurança.
“Como temos uma capacidade técnica grande acabamos por desenvolver serviços de cibersegurança”, com atividade em várias áreas, com clientes desde os setores mais críticos, “aeroportos, serviços municipalizados de água, mas também o Gabinete Nacional de Segurança que coopera connosco”, contextualiza.
Neste âmbito, a Adyta faz a avaliação técnica, por exemplo, dos provedores ‘cloud’ [Azure, Google, AWS] que certificam as suas soluções junto do GNS.
Sendo uma empresa de inovação, “estamos em muitos projetos de investigação e desenvolvimento”, como também no setor da Defesa, projetos financiados pelo Fundo Europeu de Defesa, que envolvem a comunicação quântica, onde nós estamos sempre do lado da segurança”, sintetiza, referindo que participa no Discretion e no PT-QCI [Portuguese Quantum Communication Infrastructure].
Com uma equipa de 15 pessoas, a Adyta “tem vindo a crescer sustentadamente ao longo deste tempo”.
Quanto a investimento, aponta um montante acima “dos três, quatro milhões de euros” em 2026, admitindo contratações “cirúrgicas e altamente especializadas”.
A Adyta.Phone já é usada em África, nomeadamente em Angola desde 2025, e na Argentina, no setor financeiro e saúde.
Na saúde há uma clínica privada que está “num piloto connosco que espero que este ano se converta em contratação”, diz.
Quanto à entrada na Arábia Saudita, a situação atualmente é “delicada” dado ao conflito que envolve o Irão.
“Os contactos mantêm-se e há interesse”, admite, salientando que “está nos objetivos da Adyta fazer de 2026 um ano de crescimento nacional, mas claramente também de crescimento internacional”.
“Todos os mercados que tenham especial interesse em proteger a informação” como segredo do negócio ou propriedade intelectual são aposta.
“América Latina, África, Médio Oriente serão claramente para atacar desde o início, mas o mercado europeu também”, assevera.
“Estamos a falar de tecnologia europeia, que finalmente é hoje em dia uma preocupação – cibersoberania a nível europeu -, a qual temos de ter a nível nacional dentro do contexto europeu” e também a nível das organizações.
Em suma, “estamos com tecnologia europeia em cima da mesa para disponibilizar internacionalmente”, remata Carlos Carvalho, que também é presidente da ANJE.
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