Líder do Partido Liberal dinamarquês falha tentativa de formar governo

Líder do Partido Liberal dinamarquês falha tentativa de formar governo

Líder do Partido Liberal dinamarquês falha tentativa de formar governo


O anúncio de Poulsen surgiu pouco depois de o partido centrista Moderados se ter recusado a apoiar a sua proposta, que incluía também a Aliança Liberal e o Partido Conservador, e visava abranger um quarto dos lugares no Parlamento.

Poulsen acusou o líder dos Moderados, Lars Løkke Rasmussen – antigo primeiro-ministro liberal e atual ministro dos Negócios Estrangeiros interino – de não demonstrar qualquer vontade de negociar e de estar mais interessado em manter o seu cargo do que em questões políticas substanciais.
Rasmussen, cujo partido detém os votos de desempate, já tinha acusado Poulsen de não tentar formar um governo centrista, contradizendo o mandato que recebeu, e de querer governar com o apoio externo da extrema-direita.
Poulsen irá esta noite ao Palácio Real para se reunir com Frederico X, que amanhã se reunirá individualmente com os líderes de todos os partidos para nomear um outro dirigente político para liderar as negociações.
Esta será a terceira tentativa de formar governo desde as eleições de 24 de março, depois de o Partido Social-Democrata (PSD) liderado por Mette Frederiksen, primeira-ministra interina, não ter reunido apoios suficientes para uma alternativa de centro-esquerda.
O cenário político complexo e fragmentado, com até doze partidos representados no parlamento, e o facto de nenhum bloco político deter a maioria, tem levado a Dinamarca a bater recordes de negociações governamentais, que duraram 43 dias em 2022.
Embora tenha obtido nas últimas eleições o seu pior resultado num século, o PSD foi o partido mais votado, com 21,9%, à frente do Partido Popular Socialista (11,5%), e do Partido Liberal (10,2%, os piores números da sua história).
Após um primeiro mandato a governar em minoria com o apoio do restante bloco de esquerda, Frederiksen liderou um governo entre 2022 e 2026 com o Partido Liberal e os Moderados, uma fórmula sem precedentes na política dinamarquesa, mas que carece agora do apoio parlamentar necessário.
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