Cimeira UE-México é "uma mensagem geopolítica muito potente"
António Costa realçou também o interesse da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em “aproximar-se” da UE.
“Esta cimeira é uma mensagem de geopolítica muito potente. É dizer ao mundo, num momento de tanta incerteza, tanta confrontação, que a UE e o México dão as mãos para seguir em frente, para reforçar a prosperidade nas relações entre nós”, afirmou António Costa numa entrevista à agência de notícias espanhola EFE na Cidade do México no início da sua visita oficial ao país, para selar o Acordo Comercial Modernizado entre o México e e bloco europeu.
Costa encontra-se na capital mexicana juntamente com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, para participar esta sexta-feira na cimeira UE – México no Palácio Nacional.
“A presidente Sheinbaum indicou como prioridade aproximar-se da UE, tivemos uma reunião com ela no G7, no Canadá, com Von der Leyen e eu, e desde então fizemos muitos progressos até podermos assinar [o acordo comercial] amanhã [sexta-feira]”, disse o presidente do Conselho Europeu à EFE.
Costa realçou: “é a primeira vez que temos uma cimeira em dez anos, é um sinal muito claro de que queremos trabalhar juntos”, sublinhando também que o pacto “não é apenas do domínio comercial, tem outras dimensões, segurança, ambiente, transição energética.”
“Um dos objetivos da UE é ser um fornecedor de previsibilidade, estabilidade e confiança, essenciais para a atividade económica é por isso que temos uma agenda comercial muito intensa. Recentemente, assinámos o acordo com o Mercosul, agora estamos a modernizar o acordo com o México”, destacou.
A UE é o terceiro maior parceiro comercial do México, enquanto o país norte-americano representa o segundo maior parceiro comercial da América Latina. Bruxelas vê o acordo como uma “poderosa ferramenta” que levará o relacionamento “para o próximo nível”.
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