Câmara de Leiria diz que nova universidade representa “desenvolvimento e inovação para toda a região”
O presidente do município de Leiria, Gonçalo Lopes, diz que a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, aprovada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros, é o reconhecimento da qualidade, percurso e capacidade do Instituto Politécnico de Leiria.Numa declaração escrita enviada à Lusa, Gonçalo Lopes adiantou ter “grandes expectativas de que a criação da Universidade de Leiria e do Oeste possa traduzir-se num efectivo impulso de desenvolvimento, inovação e crescimento para toda a região, reforçando a atracção de talento, investimento e novas oportunidades para os jovens”.”Este é um passo que valoriza o trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos e que deve agora ser acompanhado dos recursos e da ambição necessários para afirmar uma universidade forte e diferenciadora”, acrescentou Gonçalo Lopes.O Politécnico de Leiria iniciou a sua actividade em 1980. Tem cinco escolas superiores, três das quais em Leiria (Tecnologia e Gestão, Saúde, e Educação e Ciências Sociais), uma nas Caldas da Rainha (Artes e Design) e outra em Peniche (Turismo e Tecnologia do Mar).
Possui ainda núcleos de formação e 15 unidades de investigação. A sua comunidade académica integra 14.500 estudantes e cerca de 1650 professores, investigadores, técnicos e administrativos.Também o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria reagiou à decisão. “É uma notícia muito importante, até porque vem numa altura pós-tempestade, sem ter que ver com a tempestade, penso eu, mas vem numa altura muito importante, porque a universidade irá, com toda a certeza, fazer parte da transformação desta região depois das tempestades”, afirmou Jorge Vala.O Conselho de Ministros aprovou, numa reunião descentralizada em Pombal, a criação de duas novas universidades, actualmente institutos politécnicos, nas zonas de Leiria e do Porto.A criação das duas instituições — a Universidade de Leiria e do Oeste e a Universidade Técnica do Porto — resulta da reconfiguração dos actuais institutos politécnicos de Leiria e do Porto, que passarão a integrar o sistema universitário.Segundo fonte do Governo, os decretos-lei aprovados garantem as condições para as universidades aprofundarem a respectiva capacidade de investigação, expandirem a oferta de educação superior universitária e intensificarem a integração em redes de investigação e inovação.O objectivo, acrescentou a mesma fonte, é fortalecer a rede de ensino superior e o sistema científico e tecnológico nacional, reforçar a coesão territorial e “consolidar um ensino superior público mais diversificado, competitivo e preparado para os desafios do futuro”.Associada à criação das duas instituições, será criada a Escola Superior de Técnicos Especializados, na Universidade de Leiria e do Oeste, e a Escola Técnica Superior Profissional, na Universidade Técnica do Porto.A transformação dos institutos politécnicos de Leiria e do Porto em universidades foi solicitada pelas próprias instituições em 2025, e já tinha sido em Conselho de Ministros aprovada em Fevereiro.A mudança mereceu os pareceres favoráveis do Conselho Coordenador do Ensino Superior, do Instituto para o Ensino Superior e da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.Por outro lado, em Abril, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos manifestou-se preocupado com a aprovação da criação das universidades antes da entrada em vigor do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado na Assembleia da República há duas semanas.



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