Polícia e multidão em alerta: As imagens após tiroteio em San Diego
Segundo o comandante da polícia de San Diego, Scott Wahl, ao chegarem ao Centro Islâmico, cerca das 11h50 locais (19h50 de Portugal continental), os agentes encontraram três vítimas mortais, uma delas o segurança das instalações.
Este segurança, adiantou Wahl aos jornalistas no local, “teve um papel determinante em impedir que tivesse sido muito pior” o resultado da tentativa dos atiradores acederem ao centro, onde decorriam aulas.
Minutos depois, os agentes encontraram num veículo parado nas imediações os presumíveis atiradores, que se terão suicidado, referiu o comandante da polícia de San Diego.
Estes presumíveis atiradores eram ambos adolescentes, de 17 e 19 anos, do sexo masculino e o incidente está a ser considerado um crime de ódio, segundo o comandante da polícia de San Diego.
O Centro Islâmico de San Diego é a maior mesquita do condado, a cerca de 14 km a norte do centro da cidade, e alberga a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e do Corão, livro sagrado muçulmano.
O presidente norte-americano, Donald Trump, qualificou a situação de “terrível”, questionado por jornalistas na Casa Branca.
“É uma situação terrível. Recebi algumas informações iniciais, mas vamos analisar a situação cuidadosamente”, adiantou Trump.
Imagens aéreas transmitidas pelos canais norte-americanos mostraram mais de uma dezena de crianças de mãos dadas a serem retiradas do parque de estacionamento do centro, cercado por dezenas de carros da polícia e veículos táticos.
O imã Taha Hassane afirmou que “todas as crianças, funcionários e professores estão em segurança fora do centro islâmico”, informação depois confirmada pelas autoridades.
Para o local foram ainda mobilizadas unidades antiterrorismo e a agência federal de investigação criminal (FBI), que está envolvida no caso.
A mesquita fica num bairro residencial com centros comerciais, restaurantes e mercados.
Na sequência do ataque em San Diego, a presidente da Câmara de Los Angeles, Karen Bass, anunciou hoje que vai aumentar a segurança e a vigilância nos centros islâmicos.
“Conversei com líderes da comunidade muçulmana em Los Angeles para oferecer a minha ajuda e ordenei ao Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) que mobilize recursos adicionais para proteger as mesquitas da cidade”, afirmou Bass nas redes sociais.
“Os locais de culto devem ser verdadeiros santuários onde o ódio e a violência não têm lugar”, insistiu a autarca da maior cidade do estado da Califórnia.
A medida, que visa conter o risco de um “efeito de contágio”, surge poucas semanas antes do início do campeonato mundial de futebol, do qual Los Angeles é uma das principais cidades-sede.
Seleções como a do Irão estão entre as que vão disputar os seus jogos da fase de grupos no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles.
Pelo menos cinco pessoas morreram após um tiroteio no Centro Islâmico de San Diego, Estados Unidos. Segundo o chefe da polícia local, dois dos mortos são os atacantes e os restantes são três adultos.
Carolina Pereira Soares | 20:51 – 18/05/2026



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