Reação tardia do AVS não evitou descida precoce
O empate com o Sporting (1-1) e a vitória sobre o campeão FC Porto (3-1), em casa, e já depois da descida, confirmada à 30.ª jornada, contribuíram decisivamente para um final de época distinto do percurso muito negativo até então.
Este registo permitiu superar os 15 pontos do Penafiel em 2004/05, evitando que o AVS terminasse com o pior registo pontual de uma equipa na I Liga em formato de 18 clubes. Só não evitou a descida, salva na época de estreia no principal campeonato após play-off, através do qual, um ano antes, a equipa garantira a inédita subida.
O malogrado Jorge Costa esteve na subida e José Mota na permanência, tendo sido convidado a iniciar a atual temporada, marcada por saídas relevantes e entradas sem impacto nem experiência no campeonato português, acabando por sair ao fim de cinco jornadas.
Fábio Espinho, que integrava a equipa técnica, assegurou a transição para João Pedro Sousa, já com a equipa em zona de descida, da qual nunca conseguiu sair.
Seguiu-se João Henriques, a partir da 15.ª jornada, após um interregno assegurado pelo interino Armando Roriz, que somou uma inesperada vitória em Guimarães, nos ‘oitavos’ da Taça de Portugal (1-0).
Henriques reencontrou no AVS Diogo Boa Alma, entretanto nomeado diretor-geral para o futebol, depois do trabalho conjunto de sucesso no Santa Clara, e o mercado de inverno apontava para uma reformulação visando atenuar o impacto dos maus resultados no balneário.
Consciente da impossibilidade de apagar o passado recente, centrou-se no jogo a jogo e em objetivos intermédios, como manter a baliza a zeros ou alcançar a primeira vitória, que apenas chegaria em fevereiro, à 22.ª jornada, diante do Estoril Praia (3-0). João Henriques teve o mérito de transformar mentalidades e melhorar, aos poucos, exibições e resultados.
O guarda-redes Adriel, o defesa direito Mateus Pivô e o médio Roni acrescentaram valor a uma equipa que revelou, nomeadamente, o compatriota brasileiro Pedro Lima e que registaria a saída de uma dezena de elementos, depois de já ter visto chegar e rapidamente desaparecer das opções o consagrado Rúben Semedo.
Apesar das melhorias, o AVS despede-se de 2025/26 com um dos piores registos em golos sofridos e marcados, confirmando erros na planificação do plantel.
Com a despromoção ao segundo escalão do futebol português já matematicamente selada, o AVS empata com o Moreirense, numa partida que ficou marcada por uma série de casos de arbitragem.
Carlos Pereira Fernandes | 17:27 – 16/05/2026



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