CDS "é leal", mas deve estar "preparado para concorrer sozinho"

CDS "é leal", mas deve estar "preparado para concorrer sozinho"

CDS "é leal", mas deve estar "preparado para concorrer sozinho"


“Há quem entenda que o CDS não pode diluir-se no Governo, compreendo. O que é que se pode esperar de um partido que é parceiro de coligação? Lealdade e compromisso, parece-me óbvio”, afirmou, numa intervenção perante o 32.º Congresso do CDS.

Manuel Monteiro considerou que essa postura não impede “que o partido diga o que pensa sobre um conjunto variado de questões”.
“O Governo não se confunde exclusivamente com os partidos que o apoiam”, indicou, exemplificando que Francisco Sá Carneiro “quando chegou a primeiro-ministro pediu que outro fosse o presidente da comissão política do seu próprio partido, até para garantir uma certa autonomia do próprio partido dele em relação ao Governo”.
Numa altura em que o tema principal deste congresso tem sido o futuro do CDS-PP na coligação com o PSD, o presidente do Instituto Amaro da Costa defendeu que “um partido que o é está sempre preparado para concorrer a eleições sozinho”, porque “é essa a característica de ser um partido político”.
“Enquanto está junto é leal, mas nunca deixa de ter as chaves do seu próprio carro no seu próprio bolso para, se necessário, se pôr à estrada e caminhar sozinho. E essa perspetiva é uma perspetiva que acredito que o CDS saberá trilhar”, afirmou.
Manuel Monteiro, que deverá ser o único antigo líder do CDS-PP a marcar presença no congresso do partido, que decorre entre hoje e domingo em Alcobaça (distrito de Leiria), foi aplaudido de pé pelos delegados quando foi anunciada a sua presença no Panorama – Multisusos de Alcobaça.
Antes da intervenção de Manuel Monteiro, foi transmitido um vídeo da também ex-líder do CDS-PP Assunção Cristas.
Numa curta mensagem ao congresso, Assunção Cristas considerou que, “depois de se anunciar a morte do CDS, o CDS mostra-se bem vivo, com capacidade de ação, com envolvimento político ao mais alto nível e com responsabilidades quer a nível nacional, regional e autárquico e europeu também”.
“Isso mostra que temos um caminho para frente, que obviamente não é fácil, mas que se vai construindo, e dessa construção também faz parte este congresso que eu espero que possa correr muito bem, com um debate vivo e animado, como é habitual, do qual saem frutos e saia também uma construção e um crescimento do nosso partido”, acrescentou.
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