Emirados dizem que "todas as medidas tomadas contra Irão são defensivas"

Emirados dizem que "todas as medidas tomadas contra Irão são defensivas"

Emirados dizem que "todas as medidas tomadas contra Irão são defensivas"


Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU, o país mais atingido pelo Irão em resposta à ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro, afirmou que essas medidas destinaram-se a “proteger a soberania, os civis e as infraestruturas vitais, em linha com o direito legítimo do país de salvaguardar a sua segurança nacional e manter a sua estabilidade”.

A reação surge após uma notícia publicada na segunda-feira pelo diário norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o país, situado em frente à costa iraniana, tem realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo um em abril que atingiu uma refinaria de petróleo na ilha iraniana de Lavan.
O ministério, que não faz referência a qualquer ação concreta, reiterou que os Emirados reservam “todos os seus direitos soberanos, legais, diplomáticos e militares para responder a qualquer ameaça ou ato hostil”.
A confirmar-se o ataque referido pelo Wall Street Journal, seria a primeira vez que um país do Golfo Pérsico intervém diretamente contra o Irão no âmbito da guerra.
“As tentativas de coação ou a difusão de narrativas e acusações maliciosas não irão minar as posições de princípio dos Emirados nem dissuadir o país de proteger os seus interesses nacionais supremos e defender a sua soberania e capacidade de decisão independente”, escreve o ministério no comunicado.
Estas declarações surgem também depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter acusado na sexta-feira um Estado membro dos BRICS, numa referência clara aos Emirados, de bloquear uma declaração conjunta sobre a guerra no Médio Oriente devido à sua “relação especial” com Israel e os Estados Unidos.
Araqchi assegurou, após a reunião ministerial do bloco ter terminado na Índia sem uma posição comum sobre a guerra no Médio Oriente, que Teerão não considerou os Emirados um alvo durante as recentes hostilidades na região, mas apenas “as bases norte-americanas no seu território”.
A este respeito, o ministério dos Emirados condenou no comunicado “os ataques e ameaças iranianas não provocadas dirigidas contra os Emirados e países de toda a região” do Golfo Pérsico, que incluíram o lançamento de cerca de 3.000 mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra o país árabe, provocando pelo menos 12 mortos, incluindo dois militares emiradenses.
O Governo dos Emirados esclareceu que continua “a estreita coordenação e consulta” com os Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), juntamente com parceiros regionais e internacionais, em apoio da segurança e estabilidade regionais e para reforçar ainda mais a cooperação conjunta no Golfo Pérsico.
As declarações surgem depois de a agência norte-americana Bloomberg ter noticiado na sexta-feira que os Emirados falharam a tentativa de convencer outros Estados árabes membros do CCG a juntarem-se a Abu Dhabi numa campanha militar coordenada contra a República Islâmica.

Acompanhe aqui AO MINUTO os desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente.
Notícias ao Minuto com Lusa | 09:42 – 16/05/2026

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