Bruno Fernandes quer mais: "Não vim para o United para vestir a camisola"

Bruno Fernandes quer mais: "Não vim para o United para vestir a camisola"

Bruno Fernandes quer mais: "Não vim para o United para vestir a camisola"


Bruno Fernandes foi, esta sexta-feira, eleito o Jogador do Ano da Premier League pela Associação de Jornalistas de Futebol (FWA) britânica, e, numa extensa entrevista concedida às plataformas oficiais do organismo, não escondeu o orgulho por suceder a Mohamed Salah, do Liverpool, no lote de vencedores do troféu.

“É sempre bom ver que muitas pessoas votaram em mim. É claro que eu sei que este é um prémio importantíssimo, no Reino Unido, e, obviamente, para mim, é muito especial conquistá-lo. Penso que o clube já não recebia desde 2010, Wayne Rooney foi o último. Isso faz com que seja ainda mais especial para mim”, começou por afirmar.
“É claro que gostamos de ver coisas boas sobre ti. Não gostas tanto quando não é assim tão bom, mas faz parte do trabalho. Quando este tipo de momentos chegam é muito gratificante ter a oportunidade de estar aqui, em representação de todos os que votaram em mim e também daqueles que não votaram em mim”, acrescentou.
Ainda assim, o capitão do Manchester United fez questão de deixar um sublinhado: “Sempre disse que prefiro os troféus coletivos aos individuais, mas, enquanto jogador, gostas sempre de ter este tipo de ocasiões, para demonstrar que estás a fazer as coisas bem feitas”.
“O meu objetivo é vencer o campeonato e a Liga dos Campeões”
Bruno Fernandes aproveitou, ainda, a ocasião para deixar, uma vez mais, claro que, apesar dos rumores, não lhe passa pela cabeça abandonar Old Trafford: “O meu objetivo – e nunca o escondi, porque sou muito mau a esconder coisas – é vencer o campeonato e a Liga dos Campeões. Nunca me escondi disso, da mesma maneira que queria conquistar a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga, e assim o fizemos”.
“Infelizmente, não pude trazer a Liga Europa para casa, mas não escondo que, se, nalgum momento, nós, enquanto clube, voltar a disputá-la, o meu objetivo vai ser conquistar aquele troféu. Olhando para a próxima temporada, todos sabemos que o mote deste clube tem de ser ganhar. O ponto principal pelo qual um jogador vem para o Manchester United não é apenas para vestir a camisola, obviamente. É uma grande sensação entrar em Old Trafford, era um sonho que tinha, mas tinha-o porque sabia que o clube era capaz de conquistar troféus. Foi por isso que vim para este clube”, refletiu.
“É muito difícil quando estás durante tanto tempo num clube. Por vezes, chega-se a um ponto em que as pessoas querem ver caras novas, jogadores novos a chegar e a tentar replicar aquilo que foi feito no passado, por outros jogadores,  mas sinto mesmo o amor e o apoio dos adeptos, sempre que entro em Old Trafford”, prosseguiu.
“Sinto mesmo que acreditam em mim como um deles, para tentar replicar aquilo que eles viram por tantas vezes. Eu tento fazer o melhor possível para os deixar orgulhosos, mas, ao mesmo tempo, dar tanto sucesso ao clube quanto possível”, completou.
“Michael Carrick tem um grande caráter para se tornar num treinador de topo”
O internacional português virou, de seguida, para Michael Carrick, o sucessor interino de Ruben Amorim… que pode vir a deixar de o ser, visto que o facto de ter apurado o Manchester United para a próxima edição da Liga dos Campeões o coloca na ‘pole position’ para se sentar no banco de suplentes, em 2026/27.
“Já trabalhei com ele, antes, como treinador-adjunto, e, depois, tive a oportunidade de estar com ele durante três jogos. Eu sempre disse que acho que o Michael tem um grande caráter para se tornar num treinador de topo. Todos víamos a qualidade que ele tinha enquanto jogador. Quando, enquanto jogador, consegues pensar e ver o jogo como ele o fazia, também é possível fazê-lo a partir do banco de suplentes”, referiu.
“É diferente, mas penso que, quando tens essa calma em campo, essa esperteza, dá para ver que serás um potencial treinador. Ele está demonstrá-lo. Ele esteve bem, no Middlesbrough, mas não funcionou, esta época. Talvez, felizmente, porque ficou disponível para o clube, e teve a oportunidade de voltar, para fazer um trabalho fantástico, até ao final da temporada. Depois, caberá ao clube tomar uma decisão sobre se mantém a fé nele ou segue outro caminho”, rematou.
“Mundial2026? O sonho está lá”
A terminar, Bruno Fernandes não escondeu que tem como objetivo ajudar Portugal a sagrar-se campeão do mundo: “O sonho está lá. Portugal nunca o fez, e penso que estamos numa fase em que este grupo de jogadores já disputou um Mundial junto. Muitos de nós estivemos juntos, no Qatar, onde não conseguimos conquistar o troféu, mas o nosso objetivo será sempre tentar chegar o mais longe possível, para o fazer”.
“Temos um plantel lindo, com muitos bons jogadores, que estão muito bem nos respetivos clubes. Agora, quando a temporada terminar, cabe-nos começarmos a concentrar-nos nisso e retirar o melhor uns dos outros, para, num curto espaço de tempo, de pouco mais de um mês, trazer o troféu para casa”, concluiu.
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