Levantamento do bloqueio dos EUA era forma "mais simples" de ajudar Cuba

Levantamento do bloqueio dos EUA era forma "mais simples" de ajudar Cuba

Levantamento do bloqueio dos EUA era forma "mais simples" de ajudar Cuba


“Seria possível atenuar os danos de forma mais simples e rápida levantando ou aliviando o bloqueio, uma vez que é de conhecimento público que a situação humanitária [da ilha] é calculada e provocada friamente” por Washington, afirmou Miguel Díaz-Canel na rede social X.

Cuba está submetida desde o final de janeiro a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há semanas cortes prolongados de eletricidade, para crescente desespero dos seus habitantes.
Perante a proposta de 100 milhões de dólares em “assistência humanitária direta ao povo cubano” reiterada por Washington, também hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que as autoridades da ilha estão “dispostas a ouvir as características da oferta e a forma como se concretizaria”.
“Pela primeira vez, o governo dos EUA formaliza de maneira pública, através de um comunicado do Departamento de Estado, uma oferta de ajuda a Cuba avaliada em 100 milhões de dólares”, reconheceu o chefe da diplomacia cubana nas suas redes sociais.
“Estamos dispostos a ouvir as características da oferta e a forma como se concretizaria”, afirmou Rodriguez, salientando que espera que aquele apoio “seja livre de manobras políticas e de tentativas de aproveitar as carências e a dor de um povo sob cerco”.
Por seu turno, Miguel Díaz-Canel assinalou que, se existe “verdadeiramente” disposição do Governo dos Estados Unidos para “proporcionar ajuda nos montantes que anuncia e em plena conformidade com as práticas universalmente reconhecidas para a ajuda humanitária, não encontrará obstáculos nem ingratidão da parte de Cuba”.
“As prioridades” da ilha são “mais do que evidentes: combustíveis, alimentos e medicamentos”, frisou.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou na quarta-feira em comunicado que reiterava a sua oferta de 100 milhões de dólares em “assistência humanitária direta ao povo cubano, a qual seria distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes e confiáveis”.
A nota assinalava, além disso, que a decisão de receber essa assistência cabe agora ao Governo cubano que pode “aceitar a oferta ou rejeitar uma ajuda vital e crucial” para a ilha.
O chefe da diplomacia cubana qualificou ainda como “incongruência a aparente generosidade de parte de quem submete o povo cubano a um castigo coletivo por meio da guerra económica”.
Leia Também: Havana pronta para analisar proposta de ajuda de Washington

Publicar comentário