Ministério Público acusa jovem de tentar matar três estrangeiros no Porto por “repulsa à nacionalidade”

Ministério Público acusa jovem de tentar matar três estrangeiros no Porto por “repulsa à nacionalidade”

Ministério Público acusa jovem de tentar matar três estrangeiros no Porto por “repulsa à nacionalidade”

Um ano e oito meses depois dos factos, o Ministério Público (MP) acusou um homem — na altura com 26 anos — de ter tentado matar três imigrantes por sentimento de aversão e repulsa à nacionalidade e origem dos mesmos. O caso aconteceu em 10 de Setembro de 2024, no Porto, e o jovem foi detido dois dias depois pela Polícia Judiciária (PJ). Na altura, a PJ caracterizou o que se passou como discriminação.Segundo um comunicado desta quarta-feira da Procuradoria Regional do Porto, noticiado pela Lusa, o arguido já está em prisão preventiva e a cumprir pena por causa de outro processo. A acusação do MP é de três crimes de homicídio qualificado na forma tentada e um de furto.Como o PÚBLICO noticiou na altura, estas tentativas ocorreram em dois momentos na rua. A primeira situação foi na zona do Campo 24 de Agosto, no mesmo local onde tinha ocorrido um ataque em Maio por outro jovem, também a vários imigrantes.O MP descreve o que apurou na investigação: o homem estava a caminhar na rua quando viu dois homens marroquinos, tentando matá-los por “repulsa”. Insultou-os, agrediu-os, puxou uma navalha e tentou atingir um deles na cabeça, mas não conseguiu, porque o cidadão conseguiu desviar-se a tempo. Os dois homens fugiram, mas o arguido correu atrás deles e agrediu-os a pontapé, fazendo-os cair. Desferiu-lhes sucessivos golpes nas costas, zona abdominal e perna com a navalha. Na altura, a PJ referiu que uma das vítimas ficou ferida “com gravidade no tórax”, sendo internada nos cuidados intensivos do Hospital de São João, e que o arguido lhes tinha roubado alguns pertences.Quinze minutos depois, na zona de São Roque da Lameira, o homem abordou outro cidadão estrangeiro — desta vez indiano —, “proferindo novamente insultos de índole racista” e atacando-o com uma faca, referia a PJ em Setembro. “Após estas acções, e por forma a evitar a sua identificação e detenção, o suspeito alterou a sua aparência física e rotinas”, acrescentou.Para o MP, “as vítimas só não morreram por terem sido devidamente socorridas por terceiros”.

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