Qatar avisa Irão que instrumentalização do estreito "agrava a crise"

Qatar avisa Irão que instrumentalização do estreito "agrava a crise"

Qatar avisa Irão que instrumentalização do estreito "agrava a crise"


Numa conversa telefónica com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, o primeiro-ministro catari, o xeque Mohammed bin Abdul Rahman al-Thani afirmou que “o encerramento ou utilização do Estreito de Ormuz como meio de pressão só agrava a crise” no Médio Oriente, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar num comunicado.

O primeiro-ministro também afirmou que o conceito de navegação livre não poderia ser sujeito a “compromisso”, depois de Doha ter reportado um ataque de drone a uma embarcação comercial nas suas águas territoriais.
Segundo as autoridades de Doha, o ataque, que ocorreu a noroeste do porto de Mesaieed, causou um pequeno incêndio, mas não houve feridos.
Meios de comunicação oficiais iranianos indicaram que o navio tinha bandeira dos Estados Unidos e transportava cereais, sem especificar onde ou por que motivo ocorreu o ataque, enquanto Washington não reagiu ao incidente.
O porta-voz do comité de segurança nacional do parlamento iraniano alertou hoje os Estados Unidos contra quaisquer ataques a navios nas águas do Golfo, afirmando que a “contenção” do Irão tinha terminado.
“A nossa detenção terminou, a partir de hoje. Qualquer ataque aos nossos navios desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases dos EUA”, disse Ebrahim Rezaei numa mensagem publicada na rede X.
O dia está a ser marcado por relatos de ataques em vários países da região.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) também anunciaram que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram com sucesso dois drones lançados a partir do Irão.
Segundo o Ministério da Defesa, não foram reportadas vítimas, embora desde o início dos ataques iranianos 12 pessoas tenham sido mortas nos EAU, incluindo dois soldados, enquanto 230 pessoas de mais de 30nacionalidades ficaram feridas.
Afirmou ainda que mantém um “elevado nível de preparação” para lidar com qualquer ameaça e assegurou que responderá “firmemente” a qualquer ação que procure minar a segurança e estabilidade do país.
Os ataques ocorrem num contexto de uma forte escalada de tensão no estratégico Estreito de Ormuz, onde o Irão e os EUA têm trocado ameaças e ações militares nos últimos dias.
O Irão impôs restrições à passagem de navios e petroleiros no estreito desde os primeiros dias da guerra com Israel e os EUA, que começou a 28 de fevereiro, fazendo com que os preços do petróleo bruto ultrapassassem os 100 dólares.
Os Estados Unidos, por sua vez, responderam com um bloqueio naval aos portos e navios iranianos desde 13 de abril para pressionar o país a assinar um acordo de paz, que até agora não foi alcançado, enquanto a Casa Branca ainda aguarda a resposta do Irão à sua mais recente proposta.
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